Curiosidades e Histórias do Badminton

 

01 - A ORIGEM

A origem do badminton remete a um jogo chamado  Battledores and Shuttlecocks, popular desde a Idade Média no Reino Unido, no qual crianças usavam uma raquete (battlepad) parecida com uma raquete de tênis para rebater uma peteca (shuttlecock).

O nome badminton não tem uma tradução literária e se refere à  Badminton House, na Inglaterra, local onde se praticava um jogo próximo à versão moderna da modalidade, que data da metade do século 19, na cidade de Pune, na Índia, e era jogada por militares britânicos.

A entidade máxima do esporte no mundo, a International Badminton Federation (atualmente Badminton World Federation) foi criada em 1934.

02 - A PETECA

Diferentemente de outros esportes de raquete, aqui não há bola. O objeto das pancadas da raquete é uma peteca, que atinge até 350 km/h no momento do impacto. Ela tem um lado mais pesado, de cortiça, e 16 penas de ganso formando a outra extremidade. No Brasil, um tubo com 12 pode ser adquirida por um valor em torno de R$ 189,00. É comum também chamar a peteca de volante.

Um detalhe é bem curioso é que as penas são obtidas sempre da asa esquerda do animal. O motivo é mais inusitado ainda: gansos dormem sempre sobre a asa direita, o que dá às penas desse lado um formato menos retilíneo, inadequado para a confecção das petecas.

03 - A RAQUETE

GP do Rio de Badminton - Ana Paula Campos (Foto: Márcio Menezes)

Ana Paula Campos, integrante da seleção nacional, mostra a raquete (Foto: Márcio Menezes)

Em relação a uma raquete de tênis, ela possui um formato diferente. Tem o cabo mais longo e a face menor e mais arredondada. As de padrão profissional pesam entre 70 e 75g e são de fibra de carbono. No Brasil, custam aproximadamente entre R$ 500 e 600.

04 - A QUADRA

GP do Rio de Badminton: até três partidas acontecendo ao mesmo tempo (Foto: Márcio Menezes)

Nos torneios internacionais, a quadra é, na verdade, um tapete de PVC nada barato: cada um custa aproximadamente R$ 50 mil. Nesta competição no Rio, cinco novos pisos foram cedidos pela empresa patrocinadora do evento à Confederação Brasileira de Badminton, que vai levá-los para seu centro de treinamento. Estes poderão ser usados em treinos e competições por todo o país. Em clubes e torneios onde não há os tapetes, as marcações são feitas no piso dos ginásios.

Suas medidas não são grandes se relacionadas a outros esportes de quadra: são 13,40m de comprimento por 5,18m (jogos de simples) e 6,10m (partidas de duplas). Várias delas são montadas lado a lado e os jogos acontecem paralelamente, tanto em torneios como em treinamentos.

05 - OBJETIVO E CONTAGEM DE PONTOS

A meta do jogo é colocar a peteca no chão, dentro da quadra adversária, na mesma lógica de jogos como o vôlei e o tênis. No entanto, ter o serviço não é uma chance imediata de pontuar: saca-se de baixo para cima, apenas para colocar a peteca em jogo. As jogadas mais agressivas acontecem nos  smashs, na tentativa de finalização dos pontos.

Curiosamente, a competição em curso no Rio é a primeira no mundo a testar um novo método de contagem de pontos, em avaliação até o mês de novembro pela BWF. Ao invés de três sets de 21 pontos, agora pode-se chegar a cinco, mas de 11 pontos. Não é necessário mais abrir dois pontos de vantagem para vencer um set, como no passado.

06 - A ARBITRAGEM

GP do Rio de Badminton  (Foto: Márcio Menezes)

Árbitros (de azul) cercam toda a quadra em jogo do GP do Rio (Foto: Márcio Menezes)

Se comparado a outros esportes, o badminton possui muita gente de olho no jogo. Há um árbitro geral, que vê o jogo de cima, sentado numa cadeira suspensa; um juiz de serviço, que observa se o saque foi lícito, e até dez juízes de linha, que acompanham atentamente os velozes golpes da modalidade. O número desses juízes é menor em competições de estrutura mais enxuta.

07 - O CIRCUITO MUNDIAL E AS GRANDES FORÇAS

Existe um circuito mundial com competições de diversos pesos e um ranking de entradas, feito o do tênis. Há torneios de cinco níveis diferentes. O GP do Rio é do terceiro nível de importância. Nunca antes houve campeonato deste nível no Brasil.

Os asiáticos dominam o mundo do badminton. São nove países entre os 10 primeiros do ranking mundial de nações. A Dinamarca é a única intrusa, em quarto lugar. O Brasil ocupa o 32º lugar, o terceiro entre os países das Américas, atrás de EUA e Canadá.

08 - O ESPORTE NO BRASIL

Atleta paraibano Everton Luiz (Foto: Franklin Keill)

Segundo dados da Confederação Brasileira de Badminton, o país possui de 7 a 8 mil federados num universo de 60 mil praticantes. A grande maioria nasce em clubes que possuem a modalidade ou em projetos sociais em vários estados. Esses projetos, inclusive, revelaram jogadores que hoje defendem a seleção nacional.

Pratica-se o esporte em diversos estados do Brasil: Amapá (Região Norte), Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe (Região Nordeste), Distrito Federal e Mato Grosso (Região Centro-Oeste), Espírito Santo e Rio de Janeiro (Região Sudeste), Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Região Sul) e principalmente em São Paulo, onde esta situada à Confederação Brasileira de Badminton CBBd e o CT da modalidade em Campinas, onde treinam os integrantes da seleção nacional.

O Brasil hoje possui três jogadores entre os 100 melhores do mundo, somando os dois naipes: Daniel Paiola é o 77º entre os homens, enquanto Fabiana Silva e Lohaynny Vicente ocupam os lugares 64 e 65 do ranking, respectivamente.

Alguns dos atletas da seleção nacional no GP do Rio (Foto: Márcio Menezes)

09 - BADMINTON NAS OLIMPÍADAS E NOS PANS

A modalidade estreou oficialmente nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, mas já havia sido disputada como exibição em duas edições: Munique-1972 e Seul-1988.

A estreia olímpica do Brasil acontecerá nos Jogos do Rio. O país já tem duas vagas garantidas - na chave de simples, em cada sexo - mas pode conquistar ainda postos em duplas e duplas mistas. 

O badminton debutou no Pan de 1995, em Mar del Plata, na Argentina. Na história, o Brasil tem duas medalhas de bronze: uma em duplas, de Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka, no Rio-2007, e outra em simples, de Daniel Paiola, obtida em Guadalajara (MEX), há três anos.

10 - INCLUSÃO

O badminton tem a sua versão paralímpica: o parabadminton, que ainda não pertence ao programa paralímpico. Há a expectativa de que a modalidade seja incluída no rol de disputas dos Jogos de 2020. O esporte é dividido entre modalidades para cadeirantes e andantes, que também possuem subdvisiões de acordo com o grau de comprometimento de movimentos.

CURIOSIDADES

 

- A peteca de badminton possui 16 penas de ganso.

- O badminton é o SEGUNDO ESPORTE mais praticado no mundo, é muito popular em países do oriente como, por exemplo, Cingapura, Índia, Indonésia, China, Paquistão, Japão e Tailândia.

- A FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE BADMINTON (BWF) é a segunda no mundo com maior número de filiados, são atualmente 165 países, perdendo somente para a FIFA.

- A BWF calcula em torno de 15 milhões de praticantes regulares de badminton e 150 milhões de praticantes eventuais de badminton em todo o mundo.

- O badminton é um jogo muito rápido e a peteca pode atingir uma velocidade de 360 km/h numa raquetada.

- É o único esporte olímpico com disputa de medalhas no jogo de dupla mista. (homem e mulher podem disputar juntos).

- A primeira vez em que o badminton figurou numa olimpíada, foi nos jogos olímpicos de 1974, em Munique, como um esporte de demonstração. Em Seul, 1988, o badminton foi jogado como esporte de exibição.

- O Comitê Olímpico reconheceu a magnitude do esporte, e promoveu o badminton, que a partir dos jogos olímpicos de Barcelona, em 1992, passou a valer medalhas.

- No Brasil, as competições oficiais são organizadas pela CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BADMINTON CBBd.


 
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